Semana Fashion Revolution – Como minimizar os resíduos têxteis na indústria de confecção

Fernanda Caumo Theisen

Os resíduos gerados pela cadeia produtiva da moda são inúmeros e causam muitos impactos ambientais. No caso das indústrias de confecção, as sobras de tecidos após a etapa do corte representam o maior quantitativo de resíduos e por conseguinte os maiores prejuízos ambientais.

Nesse contexto, o descarte correto dos resíduos é uma das maneiras de amenizar os impactos ambientais. Contudo, estas práticas representam aumento nos custos de produção, muitas vezes desnecessários, que poderiam ser evitados com a mudança dos processos produtivos dentro da empresa.

As etapas de planejamento e execução do risco e corte são essenciais para o bom aproveitamento do tecido. Dessa forma, é relevante a qualificação da mão de obra e a utilização de equipamentos e processos adequados. Ademais, sempre que possível, a padronização das matérias primas, o encaixe de diferentes modelos agrupados, a reutilização de modelos e a diversidade de tamanhos podem contribuir com o melhor aproveitamento dos tecidos e, consequentemente, a redução de resíduos.

Também, os designers e modelistas, nas etapas de desenvolvimento da coleção e execução da modelagem, devem ser criativos, conscientes e conhecer os processos produtivos das demais fases de produção, a fim de projetar modelos com a mínima geração de resíduos. Como exemplo, desenvolvendo modelos com recortes que possibilitem o encaixe mais preciso dos moldes ou o método de modelagem zero waste, em que a peça é projetada para não gerar resíduos.

Da mesma forma, a empresa pode investir no desenvolvimento de novos produtos. Os quais podem ser complementares aos da coleção projetando peças menores, com mais recortes e utilizando sobras de encaixes de tecidos diferentes. Podem ser peças alternativas, como uma segunda marca ou peças para doações a entidades que desenvolvem trabalhos sociais. Ou ainda, podem encontrar parceiros que utilizem os retalhos para o desenvolvimento de novos produtos, como artesanatos. Dessa forma, além de evitar os impactos ambientais as empresas podem contribuir com a melhoria da qualidade de vida das pessoas.

As opções citadas aqui certamente são apenas algumas das formas de ampliar o aproveitamento dos tecidos minimizando os resíduos têxteis e os impactos ambientais, bem como ampliando os lucros da empresa e contribuindo com ações de responsabilidade social. Dessa forma, pode-se dizer que são maneiras simples, sem grande dispêndio de recursos financeiros e eficazes na transformação das empresas de confecção em empresas mais sustentáveis apenas por ter um olhar diferenciado para a maneira em que estão sendo gerenciados os processos de confecção de uma peça de vestuário.

No mês de abril, acontece o Fashion Revolution Week, período que a comunidade global se reúne em busca de uma indústria da moda melhor. Na página do Movimento Fashion Revolution são disponibilizadas várias maneiras de como se envolver nesta causa. Conheça o Movimento e venha participar!

Fonte: https://www.pexels.com/photo/fabrics-factory-industry-manufacturing-236748/

Acompanhe essa e outras ações da Semana Fashion Revolution 2021 realizadas pela Área de Moda do IFRS Campus Erechim aqui no blog e nas nossas redes sociais.

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